Nordeste Uma Festa De Cultura E Belezas

Nordeste: Uma festa de cultura e belezas.

Na margem do São Francisco, nasceu a beleza
E a natureza ela conservou
Jesus abençoou com sua mão divina
(Jorge de Altinho)

Esta composição gravado e imortalizada por tantos, relata um pedaço ou um ponto da historia deste Rio magnifico, genuinamente nacional, aonde em suas margens principalmente no nordeste, existem ao longo de seu curso de 2830 km.

Ele atravessa 5 estados e 521 municípios aonde ribeirinhos encontram sua sobrevivência nas águas através do turismo, pesca e outras riquezas deste abençoado rio popularmente conhecido como Velho Chico.

Tendo uma bacia de 641 000 km², nasce na serra da canastra MG com uma altitude de 1200m vem Brasil afora aflorando bênçãos e vida a um povo carecido das beneficias do rio.

Estende seu beneficio ao país através de suas hidrelétricas. Nesta região Delmiro Gouveia foi um propulsor do desenvolvimento através de seu espírito empreendedor (hoje da nome a uma bela cidade neste complexo ribeirinho do rio).

Iniciamos nossa viagem em Gloria-Bahia, cidade pequena mas muito simpática, mãe da famosa Paulo Afonso, esta que foi uma vila de Glória, tornou-se esta linda e grande cidade. A partir da chegada das hidrelétricas, cresceu sua população, centenas dos que foram trabalhar fixaram residência e constituíram famílias, antes existia as cataratas de Paulo Afonso, até ser iniciado o complexo de hidrelétricas formado pelas usinas I, II, III, IV e Apolônio Sales (Moxotó), com capacidade de geração de 4279,601 megawatt hora. Énotável a evolução da engenharia e tecnologia ao visitar a primeira e a ultima usina.

Foi em Gloria, instalados em um de seus hoteis, embora simples, mas muito aconchegante atendidos por gente humilde, mas muito dedicados e atenciosos, nosso ponto inicial de conhecermos toda a beleza oferecida por esta região magnifica e mágica.

Fomos indicados a noite, quando quase nada funcionava, pois a cidade dorme muito cedo, ao bar do PREGO, figura folclórica da cidade, conhecedor através de suas andanças até por terras do oriente médio. Foi lá que nos deliciamos com o caldinho de costela e queijo coalho assado e coberto por melaço da cana, um pecado mas de consequências desastrosas aos regimes.

Realizamos passeios de catamarã, nos cânions de Paulo Afonso e do Xingó. Lindo demais a geografia e a arquitetura da natureza. Mas vimos bem de perto o dedo da política no direcionamento comercial, aonde a exploração é feita por uma única empresa detentora de uma concessão exclusiva aonde as normas são ditas e postas ao turista sem nenhuma outra opção, será que seus ribeirinhos bem preparados e formados em escolas de turismo não desenvolveriam um melhor e mais humano atendimento aos milhares de turistas?

As cidades de Piranhas e Canindé do Xingó completam este cenário lindo de belezas do São Francisco nesta região.

Realmente uma grande festa aonde a natureza sofreu alterações mas que em um todo adequou-se a uma beleza de encher os olhos, carece muito de mais profissionalismos no hospedar e na culinária, mas como todo o nordeste a maior virtude esta no aconchego do povo acolhedor e generoso.

Eeste pedaço do Brasil nordesticamente localizado, tem águas mornas, claras, e sim, podemos chamar de “paraíso”, “Caribe Brasileiro”… no entanto, somente fala-se das capitais (todas lindas), mas existem cidades maravilhosas com qualidade de vida, comercio muito forte. Algumas com destaques em atividades muitas vezes desconhecidas.

Deixamos para trás nosso inspirador e belíssimo Velho Chico pelo estado de Sergipe, este estado possui 75 municípios, seus destaques na economia são, Itaporanga D’Ajuda, Nossa Senhora do Socorro, Canindé de São Francisco, Estância, Itabaiana (Sergipe), todas com mais de 100.000 habitantes,

Foi em Itabaiana que nos sentimos em casa. Bons hotéis, restaurantes, lazer, shopping, afirmam que é a cidade de maior venda de caminhões no país, com uma modernidade na arquitetura, limpeza, novos empreendimentos e uma pujança econômica entusiasmante, receptividade marcante, conquistam com tanta simpatia e atenção.

Na capital Aracaju com seus 650.000 habitantes, que apesar de linda, nos deparamos com tudo fechado. Em pleno carnaval somente animação em suas belas praias.

Seguimos para Alagoas, terra dos Marechais, com 102 municípios, somente Arapiraca possui mais de 230.000 habitantes, todos os demais com menos de 100.000, tendo Pindoba com apenas 2911 habitantes, (será que como tantas outros estados com cidades tão pequenas deveriam ser e ou estar municípios?)

Conhecemos a capital bela Maceió, com 950.000 habitantes, também linda mas o carnaval deixou somente praias em festas. Fomos a decantada e maravilhosa Maragogi. Pôxa! Um dos pontos no nosso nordeste a ser visitado, realmente um fervor de turistas, mas novamente notamos carência na preparação do trato com a melhor indústria do mundo: O turismo!

Nestes dois estados que embora ricos em suas geografias e com praias magnificas, nota-se a concentração de um povo que busca a capital como um refugio e ou uma esperança de melhora, pois como todo sertão nordestino sofrem do maior e assustador fenômeno natural (seca nossa de sempre).

Vimos em Sergipe uma muito melhor distribuição de habitantes em suas cidades, além de melhor tratar com seus visitantes, litorais com seus coqueirais imponentes e parte integrante das belezas naturais, mas em seus pontos comerciais de praias total amadorismo e falta de instalações adequadas aos clientes, exceção de suas capitais, com calçadões e muitas atrações de lazer aos frequentadores, mas recomendável conhecer.

Caminhando ainda um pouco mais, deparei com lindos coqueirais. Estava no Ceará, terra de Irapuã, De Iracema e Tupã (Silas de Oliveira). Mas ainda estamos em Pernambuco na extraordinária e admirável Praia dos Carneiros, Galinhas, Muro Alto (minha preferida), Recife, o calçadão de Boa Viagem a histórica e frevo rosa Olinda. Recife é uma cidade linda, embora sem novidades aos seus. A mesmice já de alguns anos.

João Pessoa, além de suas belezas e de ser uma cidade com muitas historias, tem a Ponta do Seixas, ponto mais oriental do continente americano, parte continental do Brasil, localiza-se a leste da cidade de João Pessoa. Lá no Seixas nos deparamos com um restaurante simples e simpático com atendimento cativante, ​creiam, seus sanitários refrigerados, limpíssimos e cheirosos as mulheres aplaudiram os homens comentaram (poderiam existir muitos assim).

Também nossa Jampa de tantas historias e culturas linda cidade, senti falta do marcante e tradicional Bolero de Maurice Ravel tocado pelo Jurandir do Sax, o desarrume da antiga cidade mostra-se bem aparente.

Natal, linda, as praias que fronteiram com Nísia Floresta (aonde existe creio que o maior BAOBÁ do Brasil, são encantos complementadas por suas lagoas ainda desconhecidas por muitos. Única cidade do nordeste que esconde suas favelas, politicamente judiada (o estado não paga seus servidores desde o ano passado). Velha política tão habitual.

Ponta Negra é um glamour. A via costeira uma radial avenida exposta ao mar, uma cidade habituada aos muitos militares nela aquartelados, ponto estratégico em nosso mapa das forças.

Chegamos na terra de Patativa, José de Alencar, Padre Cicero, Iracema, Dragão do Mar e tantos. Estávamos no Ceará. Já na chegada CANOA QUEBRADA, Morro Branco, JERICOACOARA, Fortaleza e seus quatro milhões de habitantes na quinta metrópole do país. Algumas de suas barracas de praia detêm o titulo de melhores do mundo. Mas também temos nossas falhas e carências no trato com o tão bem vindo turista.

Retratarei a pedido de um amigo, cabra da peste autentico, seu descontentamento com nosso povo da cidade que não lembram ou pouco sabem que nos sertões do nordeste existiu Virgulino, com sua saga de justiceiro, contam e sabem pouco de Patativa, do sofrer sem fim do sertanejo, o real CABRA DA PESTE, sobreviventes das secas são tão heróis quanto os jangadeiros que enfrentam mares bravios em uma ida sem certeza de volta, que foram nossos irmãos fugindo das secas migrando ao sudeste que ajudaram a fazer a mega metrópole São Paulo, que em meio a caatinga vivemos e sobrevivemos dignamente em uma luta de gigantes, que cantado e contado por poetas e artistas como Luiz Gonzaga, Fagner, Alceu Valença, Dominguinhos e tantos apresentam nossa historia marcante e grandiosa luta sob um gibão de couro desbravamos e combatemos nossa miséria em uma luta honrosa e cheia de dignidade, não carecemos de esmolas mas de trabalho educação e muito respeito.

Temos o litoral mais premiado por Deus e desenhado pela natureza especialmente para nós, com águas quentes que fazem nossos turistas sentirem um gostinho irresistível de voltarem muitas vezes, sim somos um pedaço do mundo especial, portanto ORGULHO-ME DE SER NORDESTINO. E DESISTO É PORRA?

Autor: Marrier San

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